domingo, 3 de abril de 2011

Quer saber, pesquise! Como pesquisar na internet.

Antes de começar a fazer as pesquisas na Internet, deve considerar o seguinte: 
A informação que procura está disponível gratuitamente? 
Será que não é melhor pesquisar tradicionalmente, em enciclopédias ou bibliotecas? 
Deve procurar em sites específicos do assunto que deseja, ou usar páginas de busca como o Google? 
Quais são as palavras precisas para descrever o assunto que procura.  
Dicas para otimizar a pesquisa na rede:

Coloque o objeto de sua pesquisa entre aspas. O número de documentos encontrados será menor, porém com maior qualidade e precisão.

Quando procurar um nome com sobrenome, use vírgulas. Exemplo: Danes, Claire. A resposta será mais precisa do que se digitasse Claire Danes.

Na pesquisa de nomes, use minúsculas, mas com a primeira letra maiúscula, pois se você fizer uma busca, por exemplo, por carlos serra, pode chegar a páginas que mostram os tipos de serras (montanhas) do país.

Se não souber qual a grafia correta de uma palavra, você pode usar o * (asterisco). Exemplo: você procura o nome Christopher, mas não sabe como se escreve. Digite C*risto* e terá páginas que contém Christopher (em meio a outros termos semelhantes, como Jesus Cristo, Cristianismo, etc). Mas nem todos os sites de pesquisa aceitam o recurso.

Para fazer uma busca exata, coloque um ponto final na palavra a ser pesquisada.

É fácil usar o Google: basta digitar uma palavra na caixa de pesquisa e clicar nos botões "Pesquisar" ou "Estou com sorte" (O botão Estou com sorte na página de pesquisa do Google encaminha você diretamente para a primeira página da web que retorna a sua consulta. Ao clicar nesse botão, você não verá os outros resultados da pesquisa. Uma pesquisa Estou com sorte significa que você gasta menos tempo pesquisando em páginas da web e mais tempo acessando-as).

Para obter bons resultados de pesquisa no Google, veja algumas dicas de como escolher termos de pesquisa que retornarão resultados relevantes:

Use palavras-chave. Você obterá resultados mais precisos digitando palavras ou frases curtas na caixa de pesquisa em vez de frases longas e perguntas. Exemplo: Se sua pergunta for "Posso levar meu cachorro para Londres comigo?", bons termos de pesquisa são:
[ cães viagem londres ]
[ cães companhias aéreas londres ]
[ viagem avião cães ]

Escolha as palavras-chave com cuidado. Os melhores termos de pesquisa são descritivos e específicos. Colocar algumas ou todas as palavras-chave entre aspas pode ajudá-lo a localizar páginas da web que contenham a frase exata, como o nome completo de uma pessoa, o título de um livro ou a letra de uma música.

Se seus resultados iniciais de pesquisa não forem exatamente aquilo que você queria, você pode alterar, excluir ou adicionar palavras-chave na caixa de pesquisa no alto da página de resultados ou clicar no link "Pesquisar nos resultados" no final da página.

Se você que aprender mais como pesquisar na internet veja um dos sites abaixo.

http://www.ced.ufsc.br/bibliote/extensao/pesquisa.html
http://www.fatea.br/biblioteca/home.php?page=pg06&idnoti=11

sexta-feira, 11 de março de 2011

DIA DO BIBLIOTECÁRIO É AMANHÃ 12/03

Nesse dia do bibliotecário, queremos agradecer todos os usuários que respeitam e valorizam  o trabalho desenvolvido na Biblioteca Monteiro Lobato e em todas as bibliotecas da rede municipal de Belo Horizonte. Esse é, sem dúvida, o nosso maior presente!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Kit literário 2011

Anualmente, a Prefeitura distribui gratuitamente um kit de material escolar para os alunos de todas as escolas municipais, UMEIS e creches conveniadas, com materiais específicos para cada faixa etária. Os estudantes recebem também um kit literário com diferentes gêneros literários abordando temas como solidariedade, cultura, arte, questões étnico-raciais, meio ambiente, cidadania e clássicos da literatura. São atendidas as seguintes etapas, Educação Infantil (0 a 2 anos e 11 meses); Educação Infantil (3 a 5 anos e 11 meses); Primeiro ciclo do Ensino Fundamental; Segundo ciclo do Ensino Fundamental; Terceiro ciclo do Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos.
Então boa leitura para todos.


Ano novo, novos leitores.

A Biblioteca Monteiro Lobato está começando mais um ano com a corda toda. Esperamos que neste ano consigamos atender todos nossos amigos professores e alunos. Obrigado por vocês estarem juntos conosco.
Um abraço BML.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Sugestão de livro "Para gostar de ler 3".


Este livro contém várias crônicas de Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, Carlos Drumond de Andrade e Fernando, é um gostoso de ler, logo abaixo temos uma crônica de Carlos Drumond de Andrade. 
O Assalto
Na feira, a gorda senhora protestou a altos brados contra o preço do chuchu:
— Isto é um assalto!
Houve um rebuliço. Os que estavam perto fugiram. Alguém, correndo, foi chamar o guarda. Um minuto depois, a rua inteira, atravancada, mas provida de um admirável serviço de comunicação espontânea, sabia que se estava perpetrando um assalto ao banco. Mas que banco? Havia banco naquela rua? Evidente que sim, pois do contrário como poderia ser assaltado?
— Um assalto! Um assalto! — a senhora continuava a exclamar, e quem não tinha escutado, escutou, multiplicando a notícia. Aquela voz subindo do mar de barracas e legumes era como a própria sirena policial, documentando, por seu uivo, a ocorrência grave, que fatalmente se estaria consumando ali, na claridade do dia, sem que ninguém pudesse evitá-la.
Moleques de carrinho corriam em todas as direções, atropelando-se uns aos outros. Queriam salvar as mercadorias que transportavam. Não era o instinto de propriedade que os impelia. Sentiam-se responsáveis pelo transporte. E no atropelo da fuga, pacotes rasgavam-se, melancias rolavam, tomates esborrachavam-se no asfalto. Se a fruta cai no chão, já não é de ninguém; é de qualquer um, inclusive do transportador. Em ocasiões de assalto, quem é que vai reclamar uma penca de bananas meio amassadas?
— Olha o assalto! Tem um assalto ali adiante!
O ônibus na rua transversal parou para assun tar. Passageiros ergueram-se, puseram o nariz para fora. Não se via nada. O motorista desceu, desceu o trocador, um passageiro advertiu:
— No que você vai a fim do assalto, eles assaltam sua caixa.
Ele nem escutou. Então os passageiros também acharam de bom alvitre abandonar o veículo, na ânsia de saber, que vem movendo o homem, desde a idade da pedra até a idade do módulo lunar.
Outros ônibus pararam, a rua entupiu.
— Melhor. Todas as ruas estão bloqueadas. Assim eles não podem dar no pé.
— É uma mulher que chefia o bando!
— Já sei. A tal dondoca loira.
— A loura assalta em São Paulo. Aqui é morena.
— Uma gorda. Está de metralhadora. Eu vi.
— Minha Nossa Senhora, o mundo está virado!
— Vai ver que está caçando é marido.
— Não brinca numa hora dessas. Olha aí sangue escorrendo!
— Sangue nada, é tomate.
Na confusão, circularam notícias diversas. O assalto fora a uma joalheria, as vitrinas tinham sido esmigalhadas a bala. E havia jóias pelo chão, braceletes, relógios. O que os bandidos não levaram, na pressa, era agora objeto de saque popular. Morreram no mínimo duas pessoas, e três estavam gravemente feridas.
Barracas derrubadas assinalavam o ímpeto da convulsão coletiva. Era preciso abrir caminho a todo custo. No rumo do assalto, para ver, e no rumo contrário, para escapar. Os grupos divergentes chocavam-se, e às vezes trocavam de direção; quem fugia dava marcha à ré, quem queria espiar era arrastado pela massa oposta. Os edifícios de apartamentos tinham fechado suas portas, logo que o primeiro foi invadido por pessoas que pretendiam, ao mesmo tempo, salvar o pêlo e contemplar lá de cima. Janelas e balcões apinhados de moradores, que gritavam:
— Pega! Pega! Correu pra lá!
— Olha ela ali!
— Eles entraram na Kombi ali adiante!
— É um mascarado! Não, são dois mascarados!
Ouviu-se nitidamente o pipocar de uma metralhadora, a pequena distância. Foi um deitar-no-chão geral, e como não havia espaço uns caíam por cima de outros. Cessou o ruído, Voltou. Que assalto era esse, dilatado no tempo, repetido, confuso?
— Olha o diabo daquele escurinho tocando matraca! E a gente com dor-de-barriga, pensando que era metralhadora!
Caíram em cima do garoto, que sorveteu na multidão. A senhora gorda apareceu, muito vermelha, protestando sempre:
— É um assalto! Chuchu por aquele preço é um verdadeiro assalto!
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