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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Homenagem a José Lins do Rego falecido em 12/09/57

 BIOGRAFIA
José Lins do Rego (J. L. do R. Cavalcanti) foi romancista e jornalista. Nasceu no Engenho Corredor, Pilar, PB, em 3 de junho de 1901, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12 de setembro de 1957.
Filho de João do Rego Cavalcanti e de Amélia Lins Cavalcanti, fez os primeiros estudos no Colégio de Itabaiana, PB, no Instituto N. S. do Carmo e no Colégio Diocesano Pio X de João Pessoa. Depois estudou no Colégio Carneiro Leão e Osvaldo Cruz, em Recife. Desde então revelaram-se seus pendores literários. É de 1916, o primeiro contato com O Ateneu, de Raul Pompéia. Em 1918, aos 17 anos, José Lins travou conhecimento com Machado de Assis, através do Dom Casmurro. Desde a infância, já trazia consigo outras raízes, do sangue e da terra, que vinham de seus pais, passando de geração em geração por pessoas  ligadas ao mundo rural do Nordeste açucareiro.
Passou a colaborar no Jornal do Recife. Em 1922 fundou o semanário Dom Casmurro. Formou-se em 1923 na Faculdade de Direito do Recife. Durante o curso, ampliou seus contatos com o meio literário pernambucano, tornando-se amigo de José Américo de Almeida, Osório Borba, Luís Delgado e Aníbal Fernandes. Sua amizade com Gilberto Freyre, na volta em 1923 de uma  temporada de estudos universitários nos Estados Unidos, marcou novas influências no espírito de José Lins, através das idéias novas sobre a formação social brasileira.
Nomeado em 1925 promotor em Manhuçu, MG, não se demorando. Casado em 1924 com D. Filomena (Naná) Masa Lins do Rego, transferiu-se em 1926 para a capital de Alagoas, onde passou a exercer as funções de fiscal de bancos até 1930 e fiscal de consumo de 1931 a 1935. Em Maceió, tornou-se colaborador do Jornal de Alagoas e passou a fazer parte do grupo de Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Aurélio Buarque de Holanda, Jorge de Lima, Valdemar Cavalcanti, Aloísio Branco e Carlos Paurílio. Ali publicou o primeiro livro, Menino de engenho (1932), obra que se revelou de importância fundamental na história do moderno romance brasileiro. Além das opiniões elogiosas da crítica, sobretudo de João Ribeiro, o livro mereceu o Prêmio da Fundação Graça Aranha. Em 1933, publicou Doidinho, o segundo livro do "Ciclo da Cana-de-Açúcar".
Em 1935, já nomeado fiscal do imposto de consumo, José Lins do Rego transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde passou a residir. Integrando-se plenamente no ambiente carioca, continuou a fazer jornalismo, colaborando em vários jornais com crônicas diárias. Revelou-se, então, por essa época, a faceta esportiva de sua personalidade, sofrendo e vivendo as paixões desencadeadas pelo futebol, o esporte de sua predileção, foi torcedor do Flamengo. Foi secretário geral da Confederação Brasileira de Desportos de 1942 a 1954.
Romancista da decadência dos senhores de engenho, sua obra baseia-se em memórias e reminiscências. Seus romances levantam todo um sistema econômico de origem patriarcal, com o trabalho semi-escravo do eito, ao lado de outro aspecto importante da vida nordestina, ou seja, o cangaço e o misticismo. O autor desejaria que a sua obra romanesca fosse dividida: Ciclo da cana-de-açúcar: Menino de engenho, Doidinho, Bangüê, Fogo morto e Usina; Ciclo da cangaço, misticismo e seca: Pedra Bonita e Cangaceiros; Obras independentes: a) com ligações nos dois ciclos: Moleque Ricardo, Pureza, Riacho Doce; b) desligadas dos ciclos: Água-mãe e Eurídice.
Prêmios recebidos: Prêmio da Fundação Graça Aranha, pelo romance Menino de engenho (1932); Prêmio Felipe d'Oliveira, pelo romance Água-mãe (1941), e Prêmio Fábio Prado, pelo romance Eurídice (1947).
Bibliografia
Romance: Menino de engenho (1932); Doidinho (1933); Bangüê (1934); O moleque Ricardo (1935); Usina (1936); Pureza (1937); Pedra Bonita (1938); Riacho Doce (1939); Água-mãe (1941); Fogo morto (1943); Eurídice (1947); Cangaceiros (1953); Romances reunidos e ilustrados, 5 vols. (1980).
Memórias: Meus verdes anos (1956).
Literatura infantil: Histórias da velha Totônia (1936).
Crônicas: Gordos e magros (1942); Poesia e vida (1945); Homens, seres e coisas (1952); A casa e o homem (1954); Presença do Nordeste na literatura brasileira (1957); O vulcão e a fonte (1958).
Viagem: Bota de sete léguas (1951); Roteiro de Israel (1955); Gregos e troianos (1957).
Filmes: Pureza, direção de Chianca de Garcia (1940); Menino de engenho, direção de Valter Lima (1965); Fogo morto, direção de Marcos Farias (1976).
Romances de José Lins do Rego foram traduzidos na Alemanha, Argentina, Espanha, Estados Unidos, França, Inglaterra, Itália, Portugal e Coréia.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Jorge Amado ganha exposição em sua homenagem

Se vivo, Jorge Amado completaria 100 anos no mês de agosto. Para comemorar a data, autor ganha exposição.
Jorge Amado passeia na praia ao lado da esposa, Zélia Gattai
Jorge Amado e Zélia Gattai na praia
 
“Sou um escritor do lado do pobre contra o rico, do futuro contra o passado, da liberdade contra a opressão, da fartura contra a miséria, do socialismo contra o capitalismo.” Tal afirmação, feita pelo próprio Jorge Amado no  curta-metragem “A Casa do Rio Vermelho”, dirigido por  Fernando Sabino e David Neves em 1974, mostra que ninguém poderia descrevê-lo melhor do que ele mesmo.
Nascido em 10 de agosto de 1912 em uma fazenda de cacau, no Sul da Bahia, o escritor foi casado por 56 anos com a também escritora Zélia Gattai. Amado morreu em 6 de agosto de 2001 e Zélia sete anos depois, em maio de 2008.
Amigo e parceiro de importantes artistas como o autor Graciliano Ramos e o músico Dorival Caymmi, Jorge Amado chegou a lançar  mais de 30 livros, que foram traduzidos para 49 idiomas. “Gabriela, Cravo e Canela”, um de seus romances mais famosos, teve o maior número de traduções: 32 idiomas.
A história também ganhou  adaptação para a televisão em 1975. Marcando o imaginário dos brasileiros com a famosa personagem vivida por Sônia Braga, a novela trouxe novos amantes ao rico mundo literário de Amado.
Em comemoração ao centenário de nascimento do escritor, o autor Walcyr Carrasco está escrevendo uma readaptação de “Gabriela”, que traz Juliana Paes no personagem central – a estreia está marcada para julho. Para Carrasco, levar as criações do escritor para outros formatos colabora com a disseminação de sua obra. “O Brasil é um país sem memória e apesar da importância de Jorge Amado no panorama de nossa literatura, hoje encontramos muitos jovens que não conhecem sua obra. Por isso, levar ‘Gabriela’ para a TV é uma forma de estimular o interesse por toda a sua literatura”, afirma.
Outra mídia a abraçar a grandiosidade da criação de Jorge Amado foi o cinema, com diversos filmes, dentre eles, “Capitães da Areia”, do ano passado, que foi dirigido por Cecília Amado, filha de Jorge.
um homem políticoAlém da  universalidade de sua escrita, um dos motivos pelo qual Amado viajou para muitos países foi a sua atividade no Partido Comunista. Militante ativo,  viu-se confrontado ideologicamente após descobrir os crimes contra a liberdade cometidos por Joseph Stalin, um dos principais governantes soviéticos da história.
De acordo com Myriam Fraga, diretora da Fundação Casa de Jorge Amado, o autor condenou durante toda a sua vida os totalitarismos existentes. “A partir do momento em que ele descobriu as atrocidades cometidas na URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) começou a se afastar do partido. Porém, ele nunca abandonou seus princípios. Continuava socialista, mas democrático, já que nas palavras dele mesmo ‘a miséria do mundo são os regimes totalitários’”, afirma a diretora.
Pela forte perseguição dos militares à ideologia comunista que norteou a vida e obra do autor, Amado teve de se exilar na França em 1950. Essa viagem colocou o escritor em contato com grandes intelectuais como os escritores Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir e o pintor Pablo Picasso.
Homenagens /  Integrando o calendário de comemoração de seu centenário, começa hoje, no Museu da Língua Portuguesa, a exposição  “Jorge, Amado e Universal”. Segundo William Nacked, diretor geral da empresa que dirige o evento, a estrutura da exposição foge dos padrões didáticos. “Queríamos lançar um olhar diferente sobre ele, mais para o pessoal, o intelectual e o político, acrescentando a isso o contexto histórico”, explica Nacked.
O espaço trará uma ambientação de paisagens da Bahia, construída com elementos artesanais, como a montagem do Mercado Municipal de Salvador, local de extrema importância na vida e obra do autor.
O acervo será dividido em quatro setores. “O primeiro terá Jorge falando dele mesmo. No segundo, quem fala são conhecidos como o artista Carybé e o político cubano Fidel Castro. Na terceira parte, quem aparece falando dele é quem não o conheceu, dizendo o que faria se o conhecesse. E, para completar, o espaço Jorge Universal vai reunir informações relacionadas ao escritor espalhadas por mais 70 países”, explica.
Depois de São Paulo, a exposição viajará para o Museu de Arte Moderna, na Bahia. O evento seguirá  pelo país, mas há previsão de levá-lo também ao exterior. “Está quase fechado para ir, em 2013, para a feira do livro de  Frankfurt, na Alemanha, a maior do ramo do mundo, na qual o homenageado do ano é o Brasil”, revela.
Reportagem de Matheus Marestoni
Fonte: Diário de São Paulo 

domingo, 8 de maio de 2011

Homenagem as mães

História do Dia da Mães

As mais antigas celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimônias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.
Durante o século XVII, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da Páscoa) um dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia homenagear todas as mães inglesas. Neste período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os patrões. No Domingo da Mãe, os servos tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.

À medida que o Cristianismo se espalhou pela Europa passou a homenagear-se a “Igreja Mãe” – a força espiritual que lhes dava vida e os protegia do mal. Ao longo dos tempos a festa da Igreja foi-se confundindo com a celebração do Domingo da Mãe. As pessoas começaram a homenagear tanto as suas mães como a Igreja.
Nos Estados Unidos, a comemoração de um dia dedicado às mães foi sugerida pela primeira vez em 1872 por Julia Ward Howe e algumas apoiantes, que se uniram contra a crueldade da guerra e lutavam, principalmente, por um dia dedicado à paz.

A maioria das fontes é unânime acerca da idéia da criação de um Dia da Mãe. A idéia partiu de Anna Jarvis, que em 1904, quando a sua mãe morreu, chamou a atenção na igreja de Grafton para um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois, a 10 de Maio de 1907, foi celebrado o primeiro Dia da Mãe, na igreja de Grafton, reunindo praticamente família e amigos. Nessa ocasião, a sra. Jarvis enviou para a igreja 500 cravos brancos, que deviam ser usados por todos, e que simbolizavam as virtudes da maternidade. Ao longo dos anos enviou mais de 10.000 cravos para a igreja de Grafton – encarnados para as mães ainda vivas e brancos para as já desaparecidas – e que são hoje considerados mundialmente com símbolos de pureza, força e resistência das mães.
Segundo Anna Jarvis seria objetivo deste dia tomarmos novas medidas para um pensamento mais activo sobre as nossas mães. Através de palavras, presentes, atos de afeto e de todas as maneiras possíveis deveríamos proporcionar-lhe prazer e trazer felicidade ao seu coração todos os dias, mantendo sempre na lembrança o Dia da Mãe.
Face à aceitação geral, a sra. Jarvis e os seus apoiantes começaram a escrever a pessoas influentes, como ministros, homens de negócios e políticos com o intuito de estabelecer um Dia da Mãe a nível nacional, o que daria às mães o justo estatuto de suporte da família e da nação.
A campanha foi de tal forma bem sucedida que em 1911 era celebrado em praticamente todos os estados. Em 1914, o Presidente Woodrow Wilson declarou oficialmente e a nível nacional o 2º Domingo de Maio como o Dia da Mãe.
Hoje em dia, muitos de nós celebram o Dia da Mãe com pouco conhecimento de como tudo começou. No entanto, podemos identificar-nos com o respeito, o amor e a honra demonstrados por Anna Jarvis há 96 anos atrás.
Apesar de ter passado quase um século, o amor que foi oficialmente reconhecido em 1907 é o mesmo amor que é celebrado hoje e, à nossa maneira, podemos fazer deste um dia muito especial.
E é o que fazem praticamente todos os países, apesar de cada um escolher diferentes datas ao longo do ano para homenagear aquela que nos põe no mundo.
No Brasil a  introdução desta data se deu no RIO GRANDE DO SUL, em 12 de maio de 1918, por iniciativa de EULA K. LONG, em SÃO PAULO, a primeira comemoração se deu em 1921.
A oficialização se deu por decreto no Governo Provisório de Getúlio Vargas, que em 5 de maio de 1932, assinou o decreto nº 21.366.
Em 1947, a data foi incluída no calendário oficial da Igreja Católica por determinação do Cardeal Arcebispo do Rio, Dom Jaime de Barros Câmara.


Fonte: Guia dos Curiosos (Marcelo Duarte) - Portugal
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